A era digital veio revolucionar imensos parâmetros da sociedade, não só o modo como se processam as relações pessoais, mas também as relações laborais. A explosão da Web e o indefinível alcance da Internet mudou consideravelmente o modo como as empresas divulgam os seus produtos e serviços, bem como os processos de recrutamento e contratação e, consequentemente, a própria gestão de talentos.

A gestão de talentos passa pela execução de um conjunto de atividades e ações estratégicas, cujo objetivo é contratar, treinar e, acima de tudo, reter os talentos (ou profissionais qualificados). Sempre ambicionando que as equipas e cada indivíduo atinjam o seu potencial máximo, a gestão de talentos engloba processos desde o desenvolvimento profissional, avaliação, reconhecimento e progressão na carreira.

Como tal, a gestão de talentos assume uma importância inigualável, dado que profissionais qualificados adicionam um alto valor às empresas e reter talentos pode ser imprescindível para que a empresa se mantenha competitiva e gere os resultados desejados. Na era em que vivemos, onde as últimas gerações a entrar no mercado de trabalho são nativas digitais, a tecnologia tem vindo a capacitar as pessoas, tanto consumidores como colaboradores de uma empresa. Gerir talentos na era digital é um desafio que implica que as empresas e recrutadores repensem o modo tradicional de fazer as coisas, já que para estas gerações – Millennials e Geração Z – um rendimento elevado que garanta uma vida confortável já não é suficiente para os captar e reter talentos.

  1. Digitalização do processo de seleção – A gestão de talentos desde logo deve ser digital e as empresas podem incorporar as tecnologias à sua disposição para facilitar o processo de seleção, tanto para os recrutadores como para os candidatos. Além disso, as empresas devem também investir na sua imagem online, para que esta se torne mais atrativa aos olhos dos profissionais.
  2. A par das novas formas de trabalho – Ultimamente temos assistido a um crescimento do trabalho remoto. Contudo, compreender desde cedo as competências dos candidatos que melhor encaixam neste perfil é fulcral para a gestão de talentos.
  3. A importância da comunicação interna – Investir na comunicação interna tem-se revelado cada vez mais relevante nos últimos anos, no sentido de garantir que tudo corre fluidamente entre o departamento de Recursos Humanos e o departamento ao qual o profissional se candidata, sem espaço para quaisquer erros no processo de seleção e contratação.
  4. Retenção dos talentos – Reter os profissionais de maior valor passa por dar atenção a vários pormenores, como divulgar uma cultura de empresa consistente com os próprios valores da mesma e também com os das novas gerações, sabendo equilibrar as expectativas, oferecendo um plano de carreira e oportunidades de aprendizagem contínua e até flexibilidade através de horários menos rígidos. Por fim, a troca constante de feedback construtivo, positivo e de aperfeiçoamento, potenciará um sentimento de evolução, bastante apreciado na atual era digital.