Já não bastavam os fatores internos e externos que geram stress, em 2020 juntou-se mais um à lista. Esta nova entrada, contudo, passa logo a ocupar a cabeça do cartaz, usa coroa e tranca as portas de casa. O Coronavírus, juntamente com a implosão de um medo inerente quanto ao futuro, veio obrigar à mudança das rotinas de muitas pessoas, principalmente na forma como trabalhamos.

Nas conversas de café, no metro, no autocarro, na rádio, na revista de 2006 do consultório do dentista, ouvimos falar de stress. O stress paira no ar e está tão enraizado no nosso quotidiano que o comemos ao pequeno-almoço a acompanhar a nossa tigela de cereais.

O que é, afinal, o stress?

O stress é a resposta do nosso organismo a um estímulo que perturba o nosso equilíbrio físico e/ou psicológico. Esta situação pode ser resultado da entrada de uma variável nova ou inesperada, provocando em nós uma sensação de desconforto e de fora de controlo.

O stress pode ser induzido por vários fatores, ainda que a resposta e consequente impacto na vida de cada um possa depender da sua predisposição genética, contexto socioeconómico e ambiente.

Stress laboral

O stress em ambiente corporativo tem um impacto muito importante na produtividade, na saúde e bem-estar dos colaboradores. Determinadas profissões são mais propícias a serem afetadas pelo stress laboral. Isto acontece porque profissões associadas a serviços como a saúde, educação, media e administração pública têm de lidar com prazos apertados, o peso da responsabilidade ou uma situação inconveniente de falta de recursos. Assim, o stress surge quando há a perceção de que a exigência é superior aos recursos disponíveis para lidar com a situação, sejam estes tempo, dinheiro ou competências. Por outro lado, quando estamos sob pressão, mas estamos confortáveis com os recursos para dar-lhe resposta, podemos não experimentar este stress.

Gerir o stress

A exposição a situações de stress resultará numa resposta corporal, inicialmente física, desde o aumento de batimento cardíaco até à aceleração da respiração. Ora, esta resposta é natural, quando é pouco frequente. Contudo, o corpo humano não está habilitado para lidar com uma contínua exposição a situações de stress, especialmente no longo prazo.

Para evitar efeitos nefastos e irreversíveis no nosso corpo, é importante aprender a gerir o stress, não só para melhorar a performance, mas também para uma vida mais saudável.

  1. Evita (ou reduz) substâncias estimulantes – este conselho é bastante recorrente, mas a verdade é que a redução do consumo de cafeína, álcool e nicotina tem efeitos imediatos.
  2. Corpo são, mente sã – a prática de exercício físico e um investimento em técnicas de relaxamento traz múltiplos benefícios, além de melhorar a qualidade do sono.
  3. Descanso é a prescrição médica! – A falta de sono é uma das principais causas de stress. Para isso e ultimando a melhoria da performance, deixa o stress à porta de casa, e descansa quando te sentires cansado.
  4. Assume as rédeas da situação – Assume o controlo, aprende a dizer uma das palavras monossilábicas mais importantes – “não” – e gere o teu tempo da melhor forma. Não deixes que um pequeno mostrador de relógio, que nem a pilha consegue mudar sozinho, tome conta da tua vida.
  5. Aprende a lidar com estes sentimentos – Não fujas a esta avalanche de sentimentos, o stress laboral é bastante comum e fazer frente ao assunto é melhor que varrê-lo para debaixo do tapete. Fala com alguém ou começa a escrever o teu próprio diário de stress. Só não deixes que estas situações de pressão levem o melhor de ti e da tua performance.